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terça-feira, 19 de junho de 2018

Abordagem Wiccana sobre a Deusa Lilith

Abordagem Wiccaniana
WICCA significa a sabedoria de girar, dobrar e moldar as forças da natureza ao nosso favor.
Nesta abordagem, a Tradição de Lilith preconiza a celebração da União da Dualidade Divina, a Coniunctio Alquímica, o Maithuna Cósmico, o Grande Rito, através da Roda do Ano. Sabemos que a Wicca é uma religião neopagã, o reavivamento e a sobrevivência moderna da Antiga Religião, baseada na Terra e suas manifestações. Nesta abordagem somos politeístas com uma linha de frente iniciática e de orientação matriarcal focada em Lilith.
Vemos a Deusa e o Deus como polaridades complementares no Universo Manifesto, trabalhando por um equilíbrio entre si, e desta forma estamos na dinâmica de yin e yang, encontrada no Taoísmo. A Deusa simboliza a Terra (a Mãe Terra) ou a Lua, a qual é complementada pelo Deus, seu consorte, visto como o Sol. Tradicionalmente, o Deus é um Deus Cornífero, associado com a natureza selvagem, a sexualidade, a virilidade, a caça e o ciclo de vida. Ao Deus Cornífero, Senhor da Floresta, é dado vários nomes de acordo com o ritual celebrado, como Cernunos, por exemplo, e este valor não equivale à figura tradicional do diabo cristão, pois não cremos nele. Em outras ocasiões, nosso Deus é visto como o Homem Verde, associado ao mundo natural. O Deus é frequentemente icorporado como o Deus Sol, que para nós é Lúcifer, consorte de Lilith, e uma outra representação Sua é a do Rei Carvalho [que governa a primavera e o verão] e o Rei Azevinho [que governa o outono e o inverno].
Na Tradição de Lilith, o Deus não é visto nem acima – e tampouco abaixo da Deusa. Lilith é uma Deusa que gosta do Masculino e o aceita como seu igual e parceiro em complemento e cumplicidade. Lilith aprecia muito o Masculino Independente, capaz de aceitar sua liberdade sem temer o seu amor. Portanto, não é qualquer “tipo masculino” que aceita estar ao lado de um Feminino como Lilith. Deuses que se destacam pela capacidade de estratégia, discernimento, sabedoria, poder, liberdade, segurança, virilidade, abundância, confiança e coragem são mais atraídos pelo seu arquétipo, pois não temem perder o poder, tampouco subjugam ou subestimam a força feminina, eles não a vêem como ameaça. Não é preciso mencionar que “modelos adâmicos” de comportamento estão fora de questão. Além de serem modelos falidos da sociedade contemporânea, foram produzidos pela misoginia judaico-cristã e estão fora dos preceitos lilithianos.

Lilith - A Grande Mãe da Consciência

LILITH

A Grande Mãe da Consciência

Para entender essa Deusa extremamente antiga na nossa humanidade, devemos entender que os conceitos de BEM e MAL não existiam na época de suas lendas e construção de suas imagens. Hoje vivemos um desequilíbrio em nossa sociedade, pois vivemos uma era de Peixes inteira acreditando apenas em um Deus que é pura luz, e tudo o que é sombra foi renegado, escondido e rejeitado. Isso causou um desequilíbrio e uma fé cega que apenas acredita no “bem sem olhar a quem”, na “caridade” e na crença de que Ele nos salvará! Pois bem, o que seria, então, o contrário da fé cega que acredita sem conhecer? A consciência das suas sombras! Isso não quer dizer praticar o mal, mas reconhecer que não somos perfeitos, nem iluminados, e acolher nossos defeitos, acolher nosso ego, colocando a luz da consciência sobre essas sombras. Lilith representa tudo isso, pois ela é a Mãe da Consciência! O útero gerador da verdade da vida. Por esta razão, ela foi a Deusa pagã transformada em “demônio” de forma mais rápida e ostensiva.
Curiosamente, o mito de Lilith foi preservado até nas escrituras bíblicas. Em Gênese 1, sabemos que homem e mulher foram criados por Jeová do pó e ao pó voltarão. Inclusive, “Lil”, em sumério, significa “nuvem de pó”. Depois, em Gênesis 3, a mulher é criada a partir da uma costela de Adão, o primeiro homem. Ou seja, podemos compreender simbolicamente que Eva, a mulher criada a partir de uma costela de Adão, não é uma mulher real, pois é apenas um homem castrado e submisso. Lilith é a mulher real, a contraparte do homem, o feminino essencial que dá a maçã, que simboliza o útero (por seu formato), a Eva, tornando-a uma mulher de verdade, porém que acaba se submetendo ao homem por escolha. A serpente é a própria Lilith, simbolizada pela kundalini, que é a energia sexual que sobe pela nossa coluna vertebral através dos chakras durante a relação sexual, gerando vida, literalmente. Portanto, Lilith traz a Adão e Eva a consciência de que eles também são deuses criadores de vidas, à imagem a semelhança de Jeová. Sendo assim, já não precisam do paraíso, pois são capazes de criá-lo onde quiserem. Logicamente que a Igreja Católica deturpou esse mito, classificando a energia sexual como “O Mal Absoluto”, “O Pecado Original”, etc, visto que a maior parte dos pagãos se utilizava dessa energia poderosíssima para seus rituais e conexões sagrados. O problema, como podemos ver, não está na Bíblia, pois ali há o que se fazer para atingirmos a sabedoria contida da Árvore da Vida, cujo fruto poderia ser comido à vontade pelos humanos. No momento que comemos do fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, criou-se a dualidade. O grande problema foi a interpretações dos religiosos sobre esse fato. Não há porque se rejeitar o Mal, ele é necessário para equilibrar o Bem. Luz e Sombras conviver harmoniosamente em nós. Lilith nos dá esse poder!
Há ainda uma menção contida apenas em algumas traduções da Bíblia: “Mas, então, a serpente se transformou em um pássaro noturno e desapareceu entre as trevas”. Ou seja, Lilith tornou-se livre e estimula a liberdade em seus devotos: a liberdade que há no poder de reconhecer suas próprias trevas.
Lilith também é mencionada por vezes como a Grande Mãe Prostitua Sagrada. O termo “prostituta” também foi deturpado pelo Cristianismo, pois designava as sacerdotisas que iniciavam os jovens no mundo da magia. Sendo que, por muitas vezes, a magia continha estímulo da energia sexual. É estranho pensar isso hoje, pois o sexo ainda é visto como tabu e muito distante de uma conexão com o sagrado. Porém, em diversos povos antigos, a energia sexual é considerada sagrada. Basta saber que, para os hindus, a kundalini é a energia sexual que percorre nossa coluna vertebral e é quando ela atinge nosso último chakra, no topo da cabeça, que atingimos a iluminação espiritual.
Lilith também está ligada ao sangue menstrual e ao empoderamento feminino. É uma Deusa Negra, ligada à Lua Negra e a Lua Nova, mas também possui suas faces Donzela, Mãe e Anciã, ligadas às fases da Lua Crescente, Cheia e Minguante, respectivamente. Há algumas fontes que citam Lilith como tendo sua morada no nosso satélite mesmo, enviando suas vibrações de consciência da própria Lua para a nova humanidade que está sendo gerada aqui na Terra: uma humanidade com consciência e respeito à diversidade, conectada com o sagrado dentro de si, elevando a consciência geral dos habitantes deste planeta.
Muitos são os nomes que essa Deusa recebeu ao longo da história em todos os povos que a cultuaram: Lil, Lilitu, Layuth, Laylah, Lillu, Lillake... Seus animais representativos são a Coruja, a Serpente, a Aranha, o Polvo, o Leão e o Touro. Apresento aqui também algumas representações dos elementos para efetuar uma conexão ritualística com Lilith:
Ar: incensos, de preferência, madeiras como cedro, pinho, cipreste, sândalo, ou algum incenso floral como rosas vermelhas, verbena ou orquídea.
Água: geralmente, se coloca no cálice um bom vinho tinto.
Terra: maçã, rosa negra, pão.
Fogo: geralmente, uma vela vermelha não basta (mas pode ser usada em último caso), o fogo para Lilith é realmente colocar fogo no caldeirão e ver as espirais subirem como manifestação da própria Deusa Lilith. Eu coloco um pouco de álcool de cereais dentro do meu caldeirão e acendo-o com a ponta de um incenso ainda em chamas. É seguro, não dá cheiro, nem fumaça. Só é necessário esperar que ele apague sozinho. Jamais coloque mais álcool novamente, enquanto o fogo estiver queimando ainda. Para refazer o fogo, espere o caldeirão esfriar e faça novamente. Pode-se jogar ervas, pedidos, ofertar seu sangue menstrual (ou o sêmen, no caso dos meninos), dançar, fazer o que quiser para a Grande Mãe da Consciência, pedindo libertação, empoderamento e consciência da verdade e do sagrado que nos habita! 








Kisikil Lilith!
sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Deuses: Medusa

Celebração do Dia
11 DE AGOSTO -


Antiga celebração de Medusa, a deusa solar originaria da Anatólia, reverenciada por suas sacerdotisas, que usavam mascaras de serpentes.

Segundo a lenda grega, Medusa, a amada do deus Poseidon, era uma linda mulher. A deusa Athena, enfurecida com o fato de Medusa ter feito amor em seu templo, transformou-a em Górgona - uma terrível criatura com serpentes na cabeça - e matou-a, colocando sua cabeça em seu escudo.

Dia de Kista, a deusa persa da sabedoria, protetora da humanidade e reverenciada por Zarathustra como a mãe do conhecimento religioso.

Celebração da deusa Aradia na Toscana, Itália. Aradia era filha da deusa Diana, sendo responsável pela perpetuação de seu culto. Foi perseguida na Idade Media como a "Rainha das Bruxas", ainda sendo reverenciada na tradição Stregga e Wicca.

Na Santeria e nas tradições africanas, celebra-se Oddudua, a mãe de todos os deuses e deusas na tradição ioruba. No sincretismo religioso, este dia  foi dedicado à Santa Clara.

Na Irlanda, inicio de um antigo festival da fertilidade, que sobreviveu por toda a Idade Media como a Feira de Puck.

*informações extraídas do livro “O Anuário da Grande Mãe”, de Mirella Faur.

#magiaperfeita
domingo, 19 de março de 2017

Os Deuses

Os Deuses 

★ https://wiccaartes.wordpress.com/ ★


De acordo com os gregos, não foram os Deuses quem criaram o Universo, mas o Universo quem criaram os Deuses. No princípio era o Caos (fenda), que gerou Géia ou Gaia (a Terra), que por sua vez espontaneamente gerou Pontos (o mar) e Urano (o céu). A união entre Gaia e Pontos gerou as antigas divindades marítimas, praticamente personificadas em Nereu, o velho do mar, que podia assumir todas as formas, diluir-se e desmanchar-se na água. Nereu é representado como um ancião de barbas brancas e corpo de peixe. Gaia e Urano tembém se uniram, deles surgindo os Titãs (Oceano, Coeus, Crius, Hyperion, Japetus e Cronos), e as Titânidas (Thétis, Phoebe, Mnemósine, Théia, Themis e Réia). Os irmãos uniram-se às irmãs, gerando uma série de divindades. Por escolha de Géia, coube a Cronos destronar o pai Urano, o que fez com uma foice de ferro, metal gerado por Géia. Cronos castrou Urano, e atirou ao mar a bolsa escrotal e o pênis, que provocaram uma onda de espuma manchada de sangue, da qual nasceu Afrodite. Cronos, por sua vez, foi destronado por Zeus, um dos filhos de sua união com Rhea. Cronos temia ser destituído como o pai, por isso devorava seus filhos. Quando do nascimento de Zeus, Rhea enganou Cronos, dando-lhe uma pedra envolta em cueiros, e entregou a criança aos cuidados da ninfa Adrastéia, que o alimentou de mel e do leite da cabra Amaltéia. Zeus chegou rapidamente à idade viril, e com a ajuda de Gaia, derrubou Cronos, forçando-o a ingerir um remédio de mostarda e sal; Cronos regurgitou primeiro a pedra, depois os demais filhos (Héstia, Hades, Posseidon, Hera e Deméter). Zeus e os deuses mais jovens combateram os Titãs, nas planícies da Tessália, e se apossaram do Monte Olimpo, que passou a ser a morada dos deuses. Na mitologia romana, Cronos é Saturno. O encadeamento dessa sucessão de divindades tem como uma de suas explicações a própria história da Grécia, cujos habitantes primitivos, os pelasgos, sofreram as invasões dos aqueus, eólios, jônios e dórios, tribos de origem indo-européia ou ariana, que penetraram e se fixaram na Grécia entre os séculos 20 e 12 a.C.. Esses povos invasores fundiram seus mitos e lendas aos dos povos conquistados, daí resultando as diversas versões em
torno da origem dos deuses, bem como a variação dos padroeiros das cidades e regiões.

As principais divindades são conhecidas atualmente e há muito tempo por diversas religiões e mitologias. Diante da filosofia a palavra Deuses é o principio ou origem de todos os seres e origem e garantia de tudo o que de excelente existe no mundo.

Pelas religiões monoteístas, é um ser absoluto e único, é o criador do universo, infinitamente perfeito, necessário e eterno.

Já nas religiões politeístas, são seres superiores que tem o poder sobre o ser humando ao qual é prestada veneração.

Mas hoje ao falar dos Deuses falarei em um aspecto amplo do que são eles e quem são eles, pelo menos os principais que existem na nossa mitologia...

Continuação....

A Blogueira

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Olá! Meu nome é Chiara, mais conhecida pela internet por Hécate! Tenho 23 anos e pratico Bruxaria natural há pouco mais de 1 ano. E estudo desde meus 19 anos de idade! Criei este blog para estudos , se quiser se juntar ao meu recanto mágico venha, e estude comigo! Seja Bem Vindo(a)! <3

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Varrendo as energias negativas!

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O que é ser Bruxa...

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"É gente muito estranha as Bruxas. Gente de coração desarmado, sem ódio e preconceitos baratos. Gente que fala com plantas e bichos. Dança na chuva e alegra-se com o sol. Cultuam a Lua como Deusa e lhe faz celebrações... Eh!!Gente muito estranha essas Bruxas. Falam de amor com os olhos iluminados como par de lua cheia. Gente que erra e reconhece, cai e se levanta, com a mesma energiadas grandes marés, que vão e voltam em uma harmoniosa cadência natural. Apanha e assimila os golpes, tirando lições dos erros e fazendo redentores suas lágrimas e sofrimentos. Amam como missão sagrada e distribuem amor com a mesma serenidade que distribuem pão. Coragem é sinônimo de vida, seguem em busca dos seus sonhos, independente das agruras do caminho. Essa gente, vê o passado como referencial , o presente como luz e o futuro como meta. São estranhas as Bruxas! Acreditam no poder do feminino, estão sempre fazendo da maternidade a sua maior magia e através da incessante luta pela paz!" ...E estou muito feliz por conhecer várias Bruxas, fazer parte dessa "estranheza" maravilhosa e assim, com muito orgulho, poder ser chamada de BRUXA!!!!"

Uma boa bruxa sabe mexer com oráculos! ;)

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